Shinsei Kai Shito-Ryu Karate-Do


WADŌ-RYŪ NO KATA
Agosto 26, 2007, 12:52 pm
Arquivado em: Artigos, Karate-Dô, Wadô-Ryû
KARATE-DŌ NO KATA

WADŌ-RYŪ NO KATA
01. HEIAN (Nome antigo: PIN’AN): “Paz” ou “Tranquilidade”
02. KŪSHANKŪ ou KŌSŌKUN: Ambas as leituras dos ideogramas estão corretas.
Segundo a maioria das definições encontradas em livros japoneses: “Gong Xiang Jun [Kushanku ou Kôsôkun em Japonês] era um emissário da Dinastia Ming, perito em Quan-Fa (”Kenpô” em japonês ou “Boxe Chinês” em português) que teria transmitido o referido Kata.”
Mas eu tenho minhas dúvidas. Não que eu queira contrariar as pesquisas dos mestres que escreveram os seus livros, mas devido ao meu pouco conhecimento de cultura Chinesa antiga, eu acho - ainda tenho de aprofundar neste ponto - que “Gong Xiang Jun” é um título diplomático e não o nome do emissário…
Assim, este kata tem o nome do seu suposto criador.
03. NAIFANCHI ou NAIHANCHI: Em regra geral escrito ナイファンチ em KATAKANA (silabário antigo japonês), apresenta duas grafias em ideogramas válidas em publicações japonesas:
a) No primeiro grupo de ideogramas a tradução é “Avançar caminhando para dentro” e
b) no segundo grupo a tradução é “Batalha (de costas voltadas para) no dique”
04. SEISAN ou SĒSAN: “13″
05. CHINTŌ: Os ideogramas podem ser lidos como CHINTŌ ou GANKAKU: “O Grou sobre a Pedra”.
06. BASSAI (Nome antigo: PASSAI): Ambas as formas são corretas para os três ideogramas.
Permitam-me alguns comentários curiosos sobre esta palavra… palavra tão assustadora para os 1º Kyû que estão prestes a fazer exame de graduação para Shodan:
a) A forma correta de pronunciar esta palavra em português é “Ba-sai”. Dar uma brevíssima interrupção antes de pronunciar o “sai” e não Bassai como muitos graduados, instrutores e mestres andam a dizer nos exames de graduação.
b) Os livros atuais apresentam o segundo conjunto de ideogramas e traduzem por “Atravessar a fortaleza” e isso sempre me incomodou, pois eu lia o nome e não me convencia muito da tradução indicada, pois a tradução correta para o segundo grupo de ideogramas é “Atravessar um obstáculo”. Contudo, ao ler o livro de Mabuni Kenwa, encontrei o primeiro grupo de ideogramas e a seguinte explicação: “城砦を抜く” - Literalmente: “Atravessar a/uma Fortaleza”.
Assim, BASSAI (ou PASSAI) têm dois significados (dependendo dos ideograms utilizados):
1. “Atravessar a/uma Fortaleza” ou
2. “Remover o/um Obstáculo”.
07. NISEISHI, NISĒSHI ou NIJŪSHI-HŌ: “24 Passos”
08. ROHAI: “O símbolo da Garça”… “HAI” nesta palavra significa “uma peça do jogo de Mahjong”, “rótulo” ou “Sinal inscrito em algo”… por isso, acho que a melhor tradução seja “símbolo”, uma vez que “RO” é, em português, “Garça”.
09. WANSHŪ: As três formas escritas são igualmente encontradas e, em Chinês, as três são lidas da mesma forma: WANG-JÍ. SAPPUSHI WANSHÛ seria o nome Chinês adaptado para o idioma de Okinawa do Emissário CÈ-FENG-SHÌ WANG-JÍ, que teria introduzido este Kata em Tomari. Assim, este Kata tem o nome do seu suposto introdutor.
10. JION: Até o momento encontrei duas formas de escrever o nome deste kata:
A primeira forma refere-se a JION-JI “O Templo Jion” (www.jionji.com), ao qual preseume-se o kata estar ligado.
Na segunda forma escrita, lê-se “O Som da Misericórdia”
11. JITTE: Dois significados são possíveis: “Mãos Comuns” e “Dez Mãos”.
12. UNSU (Nome antigo: UNSHU): “Mãos nas/das nuvens”
13. SŪPĀRINPAI ou SŪPĀRINPEI e PETCHŪRIN: Este nome necessita uma breve explicação:
Os ideogramas 1, 2 e 3 são lidos SŪPĀRINPAI ou SŪPĀRINPEI, todos os nomes são válidos, escritos de forma diferente, e significam “108″. Contudo, fontes antigas chamam este kata de PETCHŪRIN ou PETCHŪREN (o segundo grupo de ideogramas que estão escritos abaixo do número 39) e este nome antigo significa “100 passos conectados” (não 108).
a) Segundo Mabuni Kenwa, este kata pode ter os dois nomes: SŪPĀRINPAI and PETCHŪRIN. Assim, os nomes acima são as formas escritas indicadas no Livro de Mabuni Kenwa entitulado 攻防拳法・空手道入門 “Kôbô Kenpô - Karate-dô Nyûmon”, página 74. Contudo, existem variações bastante difundidas mundialmente, tais como Suparinpei, Suparenpei, Pichurin, etc…
b) Alguns autores colocam o ideograma “TE” (mão) após o “108″ para indicar técnica, mas isto não é validado no livro de Mabuni Kenwa (indicado no ponto anterior).
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Artigo original por: Joséverson Goulart.
Adaptação para Português/Brasil: Denis Andretta.
Imagens: Cortesia Joséverson Goulart.

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